CICERONEANDO

30/09/11

 

CICERONEANDO

 

 

O caminho que perpassa imagens e palavras alimenta auroras, reformula desejos e, sobretudo, aponta para o que há de mais precioso: a reinvenção humana. A arte, sob todas as suas formas, pode tanto redimir quanto transformar os mais distintos sopros de vida. Podemos crer numa nação capaz de mudar seus rumos quando, na acepção primordial de cidadania, vislumbramos também o acesso democrático aos bens culturais. Falemos aqui, pois, de toda a sorte de seres que, com seus múltiplos olhares, emprestam sentidos outros às criações. Independente de qualquer noção de segregação social, cada pessoa guarda em si um precioso potencial de vivenciar as variadas leituras que as manifestações criativas sugerem. Elitizar o saber e o sabor das experiências artísticas significa, sem dúvida alguma, suprimir um vigoroso sentido de revolução passível de se instaurar. Somos responsáveis por um gradual e necessário processo de inclusão cultural. E tal feito só se torna possível quando também deixamos de subestimar o outro. De certa forma, a internet contribuiu em muito para uma “socialização” dos feitos culturais, não apenas no que se refere à perspectiva de manifestação do pensamento, mas também como um amplo painel de leituras de mundo. No entanto, o plano físico também revela suas válidas alternativas, seja na via de projetos ou na busca pessoal conduzida por seus atores. Argumentações à parte, o fato é que temos muito o que devorar e produzir. Entre palavras e imagens, homens devoram-se a si mesmos. Diante desse sentido antropofágico, aprendemos a dar nova vida a letras e outras tantas insondáveis expressões artísticas. Seduzidos por essa dinâmica, organizamos uma edição que se rende aos imperativos poéticos de Adriana VersianiJosé Bezerra CavalcanteSônia BarrosNestor LamprosNilson Galvão,Remisson Aniceto e Floriano Martins. Nos contos de Maria Lindgren ePetria Chaves, afloram sentidos íntimos do cotidiano. Noutro momento, a escritora Neuzamaria Kerner dialoga densamente com Justine, personagem do emblemático Melancolia, filme de Lars Von Trier. Numa entrevista, o poetaEdson Cruz fala da gênese de seu mais novo livro, dentre outros temas ligados ao ambiente literário. Larissa Mendes convida-nos a percorrer a película espanhola Amador. No aperitivo de W. J. Solha, o novo romance de Carlos Trigueiro nos é ofertado por todas as frentes possíveis. Com seus contornos sublimes, os trabalhos da artista plástica Constança Lucasatravessam todos os espaços da 61ª Leva, conferindo a tudo um significado especial de vida. Uma nova edição nasce com a vontade de que os caminhos sejam guardados sempre com o que de melhor possa advir da beleza humana.

 

 

 

*Comentários podem ser feitos ao final da Leva, no link EXPRESSARAM AFINIDADES.  

 


A CONQUISTA DA PALAVRA

 

Nestor Lampros

 

 

Para a palavra ser bem escavada

não se pode apenas esperar o dado

no desígnio aleatório da jogada.

 

Como touro no trabalho dos dias

ferido de ferro a palavra é faca

que desfaz antigas missões já concluídas.

 

É falar deste cão irritante que escapa,

no encanto elíptico da palavra,

não nos omitindo, mas presentes.

 

Em cada azul dentro dos céus que chama,

fixa conquista dos significados:- Ata

este labor sobre a terra transparente.

 

 

(Sou arte-educador, poeta, artista plástico e quadrinhista. Desde o começo dos tempos venho cogitando e aceitei o desafio. Hoje sou poeta. Amanhã tentarei roubar um pouco dos sóis em minha cidade. E queimar a alma idiota das nuvens que não concebem o óbvio: nascer uma segunda vez - termo. Plena chuva do vento/tempo. Em Atibaia, minha textura, meu sal de suores noturnos, minhas vestes de penumbra, meu recolhimento tácito...)

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