Janela Poética (II)

DIVERSOSAFINS-31/07/10
 

 

 

Janela Poética (II)

 


 

LADRÕES


 

Nestor Lampros

 


 

Os que roubaram a luz

reconfortam-se: são todos cheios de capuzes

e comandam centuriões,

fósseis eólicos, metanóicos, urzes...


 

Os que roubaram as mãos firmam-se em

ter razão. Depois discórdias, batalhas,

sem perdão...


 

Os que roubaram as palavras

afirmam que nunca chegarão.

E dão lugar a casa dos jactantes vãos...


 

(Eu aqui, quieto, imagino porque ladrões

adoram a televisão...)

Por isso cultivo urtigas, gases nobres e

matáforas, metástases. Para que me deixem cá, quieto,

no que eles nunca saberão:

-o valor do valor pretérito, o tempo, este

sem direção de ventos, negação ou duração.

 

 


 

(Sou arte-educador, poeta, artista plástico e quadrinhista. Desde o começo dos tempos venho cogitando e aceitei o desafio. Hoje sou poeta. Amanhã tentarei roubar um pouco dos sóis em minha cidade. E queimar a alma idiota das nuvens que não concebem o óbvio: nascer uma segunda vez - termo. Plena chuva do vento/tempo. Em Atibaia, minha textura, meu sal de suores noturnos, minhas vestes de penumbra, meu recolhimento tácito...)

 

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